sábado, 7 de agosto de 2010

Tropicália


Por Mariana Tavares Ferreira

Entre os anos de 1967 e 1968 surgi um movimento radialista de violação a algumas certas tendências nas áreas da música e da cultura brasileira chamado Tropicália. Teve fortes influências das correntes artísticas da época, como a vanguarda e a cultura pop nacional e internacional. Vários cantores e compositores brasileiros famosos até os dias de hoje participaram deste movimento, como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Gal Costa, Tom Zé, integrante da banda Mutantes, o maestro Rogério Duprat, Nara Leão, os letristas José Carlos Capinan e Torquato Neto, e também o artista gráfico, compositor e poeta Rogério Duarte que era um dos principais pensadores e coordenadores do grupo.

O histórico musical da época estava sendo cada vez mais ligado e relacionado aos movimentos de esquerda, ao tradicionalismo e nacionalismo. Mas um grupo baiano foi contra a essas tendências, procuravam cada vez mais introduzir na cultura e musica da época elementos da cultura jovem, foram introduzidos o rock, a psicodélia e a guitarra elétrica. Uniram a arte popular, o pop e os novos itens, com tudo isso as idéias tropicalistas acabaram impulsionando a modernização da música e também da cultura brasileira, houve uma mudança radical nas letras de praticamente todas as músicas.

Suas canções compunham um quadro crítico e complexo do País – uma conjunção do Brasil arcaico e suas tradições, do Brasil moderno
e sua cultura de massa e até de um Brasil futurista,
com astronautas e discos voadores. Elas sofisticaram
o repertório de nossa música popular, instaurando
em discos comerciais procedimentos e questões até então associados apenas ao campo das vanguardas conceituais.

Irreverente, a Tropicália transformou os critérios de gosto vigentes, não só quanto à música e à política, mas também à moral e ao comportamento,
ao corpo, ao sexo e ao vestuário. A contracultura hippie foi assimilada,
com a adoção da moda dos cabelos longos encaracolados e das roupas escandalosamente coloridas.

Por excelência, o movimento durou pouco mais de um ano e acabou reprimido pelo governo militar. Seu fim começou com a prisão de Gil e Caetano, em dezembro de 1968. A cultura do País, porém, já estava marcada para sempre pela descoberta da modernidade e dos trópicos.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Música nos anos 60

Por Fernanda Santos

A cultura musical brasileira acompanhou todas as mudanças ocorridas tanto no Brasil quanto no mundo com a afirmação da bossa nova e o surgimento das músicas de cunho social apresentadas principalmente nos “Festivais de Música Brasileira”, principalmente os da TV Excelsior e TV Record; assim surgiram composições sociais de Sérgio Ricardo, Gilberto Gil, Chico Buarque de Holanda, Caetano Veloso, Geraldo Vandré, Teo de Barros, Torquato Neto, Heraldo do Monte, Airto Moreira, Hilton Acioli e muitos outros.
Por causa da censura imposta nos anos 60 pelo golpe militar de 1964, mesmo os compositores que não faziam parte dos movimentos sociais da época também passaram a produzir músicas de fundo social.
A grande divulgação de cantores americanos de rock através do cinema e gravadoras ajudou também o nascimento do rock brasileiro com ampla divulgação da mídia nos anos 60. Um dos principais incentivadores foi o compositor e radialista Carlos Imperial que fundou em 1958 o Clube do Rock, no Rio de Janeiro, onde se apresentavam e se reuniam os amantes do rock, nesse clube iniciaram suas carreiras Roberto Carlos e Erasmo Carlos.
Em 1967, Caetano Veloso, Rogério Duprat, Gilberto Gil, Júlio Medaglia e outros lideraram um movimento chamado Tropicalismo. O tropicalismo foi uma mistura de manifestações tradicionais da cultura brasileira a inovações estéticas radicais. Tinha objetivos comportamentais, que encontraram eco em boa parte da sociedade, sob o regime militar, no final da década de 60. Entre as musicas que fizeram parte desse movimento estão: "Tropicália“ "Domingo no Parque” e “Alegria, Alegria” onde era incentivada a universalização da música brasileira inclusive com utilização de guitarras elétricas e absorção de vários gêneros musicais: pop-rock, música de vanguarda, frevo, samba, bolero, etc.


Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/D%C3%A9cada_de_1960#M.C3.BAsica

http://pt.wikipedia.org/wiki/Tropic%C3%A1lia

http://www.paixaoeromance.com/60decada/001aber60/haber60.htm

quinta-feira, 15 de julho de 2010

MPB nos anos 60

Por Anne Karoline

A década de 60 foi marcada por muitos talentos musicais. Os ‘‘festivais de MPB da TV Record’’, local inclusive que apareciam todos os dias diferentes pessoas querendo ser reconhecidas, era um grande entreterimento para os jovens da época.
Roberto Carlos, animava os domingos dos jovens com uma Nova musica de ritmo contagiante, o ie ie ie.Vinicius de Morais também teve o seu momento, compondo versos para canções como "Chega de Saudade", "Insensatez" e "Ela é Carioca" fazendo parcerias com Tom Jobim, em , "Samba em Prelúdio" e "Canto de Ossanha", com Baden Powell, em "Você e Eu", com Carlos Lyra, entre outros sucessos.
Nos aos 60 foram criadas também as musicas proibidas, censuradas ou até mesmo banidas por conta da ditadura militar e que eram escritas até mesmo dentro de cadeias como, por exemplo, ‘‘Irene’’ de Caetano Veloso que foi uma homenagem á sua irmã.
Gilberto Gil e Caetano Veloso foram presos acusados de terem desrespeitado o hino nacional e a bandeira brasileira. Eles tiveram suas cabeças raspadas e logo depois foram exilados.
A DOPS era uma instituição que perseguia bastante os artistas. Os que participassem de eventos estudantis, os que regravassem musicas de artistas já suspeitos, toda e qualquer musica feita que saia do ‘‘normal’’, imposto politicamente pela ditadura, ele ficava registrado como suspeito e assim perseguido.
Na década de 60 o grupo da MPB, Francisco Buarque de Holanda, Edu Lobo, Caetano Veloso, Marilda Medalha, Nara Leão, Geraldo Vandré, Gilberto Gil, Vinícius de Moraes, Milton Nascimento, entre outros eram reconhecidos como o grupo de atuação comunista.

Movimento estudantil



Edson Luís, estudante morto pela ditadura militar

Por Tatiane Durço

O movimento estudantil é um movimento social da área da educação, no qual os sujeitos são os próprios estudantes. Caracteriza-se por ser um movimento policlassista e constantemente renovado - já que o corpo discente se renova periodicamente nas instituições de ensino.
Na década de 60, países como Argentina, Chile, México e Brasil enfrentavam o regime militar. O movimento estudantil no Brasil e no mundo teve motivações políticas e reivindicações diferentes.
Enquanto na França a luta dos estudantes não tem motivação política, no Brasil o movimento estudantil luta contra a ditadura militar. Os franceses reivindicavam melhores condições de ensino, com ideais libertários contra a tradição da sociedade burguesa da época.
No Brasil, o início do movimento estudantil foi marcado pelo assassinato do estudante Edson Luiz, em 28 de março de 1968, no Rio de Janeiro. A morte provocou manifestações em todo o país contra a opressão do regime militar.
Ao contrário dos jovens franceses, que não tinham ligação com partidos políticos, os brasileiros eram em sua maioria dissidente do PCB, fiéis ao marxismo e organizados. Tinham como objetivo tomar o poder por meio da revolução armada.
Mas a repressão imposta pelos militares resultou em prisões, torturas, mortes, desaparecidos e culminou com o AI-5 (Ato Institucional), que pois fim à liberdade de expressão dos jovens.

fontes:
1) Souza, Maria Antônia. Movimentos sociais no Brasil contemporâneo: participação e possibilidades no contexto das práticas democráticas. Dissertação de Mestrado em Educação. Universidade Tuiuti de Curitiba, PR.
2) Wikipédia, a enciclopédia livre.
3) http://www.cce.udesc.br/cab/oqueeomovimentoestudantil.htm

Copas do mundo da década de 60

Por Bernardo Torres

A década de 60 foi marcada no futebol por dois eventos importantíssimos, as copas de 1962 e 1966.A copa de 1962 que teve o Brasil como campeão ,este alcançando o bí campeonato mundial , e se tornando com isso um dos três maiores campeões, ao lado do Uruguai e da Itália.E a copa de 1966 que teve o título inédito da Inglaterra jogando em sua casa e mostrando ao mundo porque ela foi a criadora deste esporte maravilhoso.
Realizada no Chile a copa de 1962 quase não foi realizada no país por conta de dois terremotos que destruiu o país em 1960.Mesmo com essa tragédia o Chile realizou a copa, contou com 16 países todos eles da Europa e das Américas.A copa teve a final entre Brasil e Tchecoslováquia quando o Brasil venceu por 3 a 1 e sangrou-se bicampeão do mundo.Foram marcados 89 gols (com a média de 2,8 gols por jogo) ,e teve o iuguslávio Jerkovic como artilheiro com 5 gols.
Realizada na Inglaterra a copa de 1966 foi marcada pela contusão do rei Pelé ,em um jogo violento contra Portugal ,e também pela bela campanha da Coréia do Norte.a Inglaterra foi campeã contra a Alemanha Ocidental por um placar de 4 a 2 contando com um gol em que a bola não entrou.A copa teve os mesmos 89 gols e os mesmos 2,8 gols por jogo da copa anterior ,mas agora com o craque português Eusébio com 9 gols como artilheiro.

O silêncio de uma nação


Por Ana Luisa Fernandes Dias Álvares

No dia 31 de março de 1964, foi dado o Golpe Militar que iniciou uma ditadura de 20 anos, que “matou” qualquer tipo de manifestação social de esquerda. O clima era tenso na época por todo país, e se espalhava a idéia da luta entre o bem e o mal. Mas quem seria o “bem” e quem seria o “mal”? Essa pergunta nos nunca saberemos responder. O bloco capitalista (liderado pelos EUA) e o bloco socialista (liderado pela URSS) estavam em plena batalha silenciosa e surda: era a chamada Guerra Fria.
Após deposto o presidente do Brasil João Goulart (Jango) as tropas militares iniciaram o golpe. A repressão nos dias de ditadura foi intensa: torturas, mortes, guerrilhas, atentados, terror. O silêncio dos meios de comunicação (que, quando não eram ‘forçados’ pelos Militares, faziam a defesa do regime de bom grado) incomodavam o povo, que sem noticias não sabiam o que fazer. Muitos dos defensores da democracia brasileira hoje em dia, aderiram ou ficaram calados durante todo o regime.
A História da ditadura está muito mal contada, em todos os seus detalhes, nos ‘nomes’ de quem estava por trás das torturas e massacres, e, nós, o povo,os historiadores e os jornalistas desejamos ardentimente; pelo dia em que, enfim, a abertura irrestrita dos documentos oficiais deste período se tornará um fato.E que enfim possamos julgar e condenar todas as pessoas que participaram dessa atrocidade.

MÚSICA

Por Ana Bizzoto

A década de 60 foi uma caixa de surpresa para a música brasileira. Com a afirmação da bossa nova e o surgimento de músicas voltadas para a sociedade que eram apresentadas em “Festivais de Música Brasileira” que eram exibidos na TV Excelsior e TV Record , começaram a aparecer composições sociais de Sergio Ricardo, Gilberto Gil, Hilton Acioli, Caetano Veloso, Torquato Neto, Geraldo Vandré e muitos outros. Compositores que também não aceitavam a censura imposta pelos governos militares e que não participavam de movimentos sociais também passaram a compor músicas de fundo social.
Com a ampla divulgação de cantores de rock através do cinema contribuiu com que o rock brasileiro nascesse com um grande incentivador Carlos Imperial, que fundou o Clube do Rock, no Rio de Janeiro , e era onde se apresentavam e reuniam os amantes do rock e lá tiveram suas carreiras iniciadas Roberto Carlos e Erasmo Carlos.
A inovação do rock fez com que ele ganhasse espaço na televisão, como o programa “Jovem Guarda” iniciado em 1965 e apresentado por Roberto Carlos, Erasmo Carlos e Vanderléia e permaneceu no ar por vários anos. Com o programa e com a influencia dos Beatles foi criado então em 1967 um movimento chamado Tropicalismo, que era um movimento de vanguarda comandado por Caetano Veloso, Gilberto Gil, Júlio Medaglia, Rogério Duprat e muitos outros. Como composições principais tiveram “Tropicália”, “Domingo no Parque” e “Alegria, Alegria” onde era incentivada a utilização de guitarras elétricas e absorção de diferentes gêneros musicais como pop-rock, musica de vanguarda, frevo, bolero, samba, etc. Assim a música teve uma grande influência nos anos 60 com o objetivo de se expressar contra os governos militares.